sexta-feira, 9 de outubro de 2009

AIDS: AMEAÇA NA ÁFRICA

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Os altos níveis de pobreza, aliada à falta de informação produziu um grande flagelo na África: a AIDS. De cada três pessoas infectadas no planeta pelo vírus da AIDS, duas vivem na África. A cada minuto, oito novos doentes surgem no continente. Países como Zimbábue convivem com índices de contaminação de 25% da população.

Na África do Sul, os níveis de estupro são elevadíssimos e, via de regra, estão atrelados aos índices do HIV. Em algumas regiões, cultivam-se a superstição de que o infectado pelo vírus da AIDS pode se curar tendo relação com uma virgem (total engano...não sabem que, com isso, estão infectando ainda mais pessoas!).

O HIV se alastra livre e solto pelo continente, sem que os governos tomem medidas preventivas eficazes. Com exceção de Uganda, praticamente não há campanhas de prevenção, faltam testes para verificar se a pessoa está infectada pelo vírus da AIDS e não há medicamentos para tratar os doentes.

Muitos africanos ignoram as causas da AIDS, associando à pobreza, castigo ou bruxaria. Esses mitos prejudicam, ainda mais, a instrução acerca da doença.´

É preciso, portanto, uma mobilização da sociedade internacionais e de oganizações internacionais, no sentido de auxiliar a população africana, assolada pela doença e desolada pelo descaso.

*Postado por Dejanira Góis e Mariana Almeida

Diamantes da África

Há cerca de 130 anos, o diamante era bastante raro. Em 1866, os filhos de um fazendeiro na África do Sul encontraram uma pedra tão reluzente que chegava a soltar faíscas, e brincaram com ela, guardando-a entre seus brinquedos. Quando a mãe percebeu a pedra brilhante, deu-a a um vizinho, que a vendeu para um ambulante por alguns trocados. Aquela pedra era um diamante que depois foi classificado como pesando mais de 21 quilates.
Em seguida, foram encontrados mais diamantes na mesma área. Em 1869, um pastor vendeu um diamante com mais de 83 quilates pelo preço de 500 ovelhas, dez vacas e um cavalo. A notícia do achado destes tesouros espalhou-se. Logo havia milhares de "caçadores de tesouro" perto do Rio Vaal na África do Sul, onde os diamantes foram encontrados.
Hoje em dia, 5 toneladas de diamantes são extraídas anualmente, e a maior parte vai para fins industriais, não para joalherias. O diamante pelo seu grau de dureza é usado para diversos propósitos: cortar ferro e aço, serrar pedras, polir, moer e raspar diversos tipos de instrumentos, etc.
As minas de diamantes da África do Sul produzem a maioria dos diamantes. O Congo Belga (atual República do Congo, na África Central) tem a maior quantidade de diamantes industriais. Em 1957, 13 milhões de quilates foram extraídos, porém 95% deles eram da qualidade industrial, mais barata, que é moída até virar pó para fins de polimento. A África como um todo produz 97% de toda a produção mundial de diamantes. A produção mundial supera os 23 milhões de quilates por ano. Tanganica, Gana, África Ocidental Francesa e outras partes do Continente Negro também produzem boa quantidade de diamantes, mas todos são vendidos através da empresa De Beer.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Hillary pressiona por renúncia de líderes da Guiné

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse na terça-feira que os líderes militares da Guiné devem renunciar, depois que soldados mataram 150 pessoas em uma manifestação e estupraram mulheres.

"Ficamos perplexos e ultrajados com a recente violência na Guiné," disse Hillary em entrevista coletiva ao lado do chanceler paquistanês. "A matança e os estupros indiscriminados (...) por parte de tropas do governo foram uma violação vil dos direitos do povo do país," acrescentou.
As tropas subordinadas ao presidente militar Moussa Dadis Camara abriram fogo contra os manifestantes em um estádio da capital Conakry em 28 de setembro. Uma entidade local de direitos humanos disse que 157 pessoas morreram e centenas ficaram feridas. Há relatos de que muitas mulheres foram estupradas por militares.

Camara tomou o poder na Guiné, maior exportador mundial de bauxita, depois de um golpe em dezembro, e irritou seus adversários ao se recusar a esclarecer se disputará as eleições presidenciais marcadas para janeiro.

A União Africana deu a Camara um prazo até meados de outubro para confirmar que não participará das eleições de 31 de janeiro, ameaçando impor sanções se ele não respeitar o prazo.
Hillary disse que diplomatas dos EUA falaram com os líderes da Guiné "nos termos mais fortes possíveis." O Departamento de Estado disse que as autoridades norte-americanas manifestaram "profundo ultraje" e "condenaram o massacre e as flagrantes violações dos direitos humanos."
Hillary se disse particularmente chocada com a violência contra as mulheres.

"Em plena luz do dia e em um estádio, foi um ato criminoso no seu mais alto grau," afirmou ela. "Quem cometeu tais atos não deveria ter qualquer razão para esperar que irá escapar da justiça."
Notícia publicada em 06/10/2009.
Postada por Alina Fialho e Jamille Giffoni

domingo, 4 de outubro de 2009

Papa critica materialismo e 'colonialismo'

domingo, 4 de outubro de 2009
Bento XVI abriu encontro de bispos da África em Roma.
O papa Bento XVI afirmou neste domingo (4) que uma forma de "colonialismo político" continua a comprometer o futuro da África.
Na abertura de um sínodo para bispos africanos, o líder da Igreja Católica elogiou o legado espiritual e cultural do continente, que classificou de "pulmão espiritual".
No entanto, nas palavras do pontífice, a África estaria sendo afetada por um "produto de exportação do chamado Primeiro Mundo, o lixo tóxico espiritual" do materialismo.
"Neste contexto, o colonialismo político nunca acabou", disse o papa.
Ele acrescentou que a África também vem sendo vítima de fundamentalistas religiosos, que se apresentam na forma de grupos que dizem "atuar em nome de Deus", mas "ensinam intolerância e violência".
O papa afirmou que pretende participar de quantas sessões de trabalho do sínodo for possível, diante dos outros compromissos dele.

Popularização na África
Quase 200 bispos de 53 países africanos estão reunidos em Roma para discutir de que forma a Igreja pode ajudar a combater as desigualdades sociais e as guerras do continente.
Em seu discurso, o pontífice católico disse ainda que a África necessita "urgentemente" de evangelização, embora a religião católica esteja crescendo mais rapidamente no continente do que em qualquer outro lugar domundo.
Nos últimos 30 anos, o número de fieis africanos praticamente triplicou, chegando a 150 milhões de pessoas.
O encontro de bispos foi aberto por corais de países como República Democrática do Congo, que se apresentaram em línguas e ritmos raramente ouvidos na Basílica de São Pedro, em Roma.
Este é o segundo sínodo convocado pelo Vaticano para discutir os problemas da África.
O primeiro aconteceu em 1994, quando em Ruanda começava o genocídio, mas segundo analistas, resultou em pouco mais do que palavras.
fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Mundo

Brasil ajudará a África a preservar a natureza, diz Minc

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse, nesta segunda-feira, em Buenos Aires, que o governo brasileiro ajudará a África a preservar a natureza do continente.

O ministro afirmou que o governo brasileiro oferecerá serviços de satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) para monitoramento das regiões, além do auxílio no desenvolvimento do etanol e da preservação da água.

"Os países da África que quiserem desenvolver programas de monitoramento, ligados à recuperação do solo (poderão contar com a ajuda)", declarou.

"É uma ecosolidariedade", disse Minc em uma entrevista a jornalistas brasileiros num intervalo da 9ª Conferência sobre Desertificação das Nações Unidas (COP 9) que está acontecendo na capital argentina.

Minc afirmou que esta "solidariedade" faz parte do objetivo de diminuir as emissões de carbono. De acordo com ele, o monitoramento seria o "primeiro passo" para evitar o avanço do desmatamento.

"Depois, nestas regiões, poderão ser desenvolvidos o etanol (cana de açúcar), o babaçu ou dendê para gerar alguma energia e emprego, absorvendo-se carbono", destacou.

Ele disse que a proposta aos países africanos incluiria ainda a adoção de programas de conservação da água.

Segundo o ministro, o Brasil "ficará mais a vontade" para cobrar a melhor atuação dos países ricos na defesa do meio ambiente ao ajudar a África.

De acordo com Minc, a proposta será apresentada nesta terça-feira aos líderes dos diversos países africanos que participam do encontro em Buenos Aires.

Caatinga

Além da oferta de ajuda ao continente africano, o ministro acrescentou que vai propor a maior defesa da região da caatinga brasileira, no Nordeste, com a ampliação dos atuais 7% para 14% da sua área de preservação.

"Quando eu cheguei ao Ministério eu disse que a Amazônia é fundamental. Mas que o Ministério não pode ser samba de uma nota só. Por isso, em novembro, vamos propor o monitoramento para a caatinga e o dobro de sua área de proteção".

Segundo Minc, a caatinga está sendo "desmatada mais rapidamente" do que a Amazônia.

Copenhage

Minc se disse otimista sobre a possibilidade de acordo durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas que será realizada em Copenhague, na Dinamarca.

"Estou moderadamente otimista. Alguns países em desenvolvimento que não admitiam falar em metas, agora já falam no assunto. E o Brasil é um deles e vai apresentar números, vai ter metas e espero que bem ousadas. O que vai nos preparar para cobrar metas mais fortes dos países desenvolvidos", afirmou.

O ministro ressaltou, no entanto, que resta "pouco tempo para se afinar as discussões e se chegar a um acordo" antes da Conferência.

Minc disse acreditar que os líderes acabarão convocando outra reunião, para cerca de seis meses mais tarde.

Segundo o ministro, os ministérios do Meio Ambiente, da Ciência e Tecnologia e das Relações Exteriores se reunirão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silvano dia 13 de outubro para discutir as propostas que o Brasil levará a Copenhage.


FONTE: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4008498-EI306,00.html
28 de setembro de 2009 • 20h12 • atualizado às 20h18

Postado por Jullie Danielle do C. Almeida e Kleytionne Sousa

A semana sangrenta em Guiné

(Juro que eu sentei na frente do computador disposto a escrever uma história positiva, ou ao menos neutra, sobre a África hoje, mas não teve jeito).

A semana na África foi marcada pela matança em Guiné. É a mesma velha história. Um capitão desconhecido derruba num golpe um regime esclerosado. O novato a princípio é recebido com aplausos por uma população desesperada por mudanças, mas começa em pouco tempo a demonstrar comportamento errático. Promete eleições, depois as cancela, depois a reconfirma, mas desde que possa concorrer. Com fraude e intimidação, atinge seu objetivo.

Mesmo para a previsível história da África, o que aconteceu na Guiné nos últimos dias é chocante. Estamos falando de um país de 10 milhões de habitantes na costa oeste da África, ex-colônia francesa e maior exportador mundial de bauxita (matéria-prima do alumínio).

Metade da população vive abaixo da linha de pobreza. Desde sua independência, em 1958, uma sucessão de péssimos presidentes teve o efeito de uma praga de gafanhotos. Pelos primeiros e longos 26 anos do país, Sekou Touré comandou com mão de ferro a Guiné. De 1984 até o ano passado, o presidente foi Lansana Conte, cuja gestão foi marcada mais pela corrupção do que pela brutalidade (muito embora ele não fosse nenhum Gandhi). Com a morte de Conte depois de uma longa enfermidade em 2008, o jovem capitão Moussa Dadis Camara, de 44 anos, tomou o poder praticamente sem resistência. Desde então, governa (ou desgoverna) o país.

Nessa semana, manifestantes de oposição saíram às ruas para protestar contra a intenção do presidente Camara de disputar (e vencer, na prática) a eleição presidencial marcada para o ano que vem. Se isso ocorrer, ele terá descumprido uma promessa solene que fez ao assumir o poder de entregá-lo pacificamente.

Na última segunda-feira, o exército, leal ao presidente, abriu fogo contra a multidão na capital, Conakry. Morreram 157 pessoas, um massacre como há muito não se via no continente. Essa é a conta dos manifestantes, que ontem fizeram fila em necrotérios da cidade para reconhecer seus companheiros caídos. O governo reconhece que matou 57 pessoas, o que por si só já é uma cifra gigantesca. A lógica aqui é simples: se o próprio Exército reconhece 57 mortos, então o mais provável é que tenham morrido 157 mesmo, como diz a oposição.

A escala do crime é de tal monta que o presidente da Guiné se viu obrigado a admitir que o dia 28 de setembro, o dia do massacre, será “para sempre um símbolo de violência”. Em seguida, dando mais uma demonstração de que seu comportamento é imprevisível e errático, foi às rádios dizer que temia pela sua própria segurança. Ou está de piada e quer se escusar do assassinato em massa que promoveu, ou há realmente algo por trás de seu “medo”. Um golpe dentro do golpe estaria sendo articulado.

Com a palavra, a União Africana. Cenas como as que se observaram em Conakry estão mais para a África da década de 70 do que para o que se espera do continente hoje. O fato é que os últimos dois anos foram de retrocesso democrático, após avanços inegáveis. Exemplos: golpes na Mauritânia e em Madagascar, eleição fraudada na Nigéria, fora a violência no Quênia.

Contra esses abusos, o órgão regional deveria se levantar. Mas após um estranhamento inicial, se cala. Quem o preside é Muhammar Gaddafi, o ditador da Líbia.

Fonte: http://penaafrica.folha.blog.uol.com.br/
Escrito por Fábio Zanini, em 02/10/2009.

Leitura Complementar
http://www.africatodayonline.com/pt/noticia/5212/oposicao-pede-intervencao-de-uma-forca-de-paz/
http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2009/09
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guin%C3%A9/090930_concarioppositionlc.shtml
http://www.oje.pt/noticias/africa/guine-bissau-promete-pagar-divida-de-351-milhoes-ao-sector-privado


sábado, 3 de outubro de 2009

Diamante de 507 quilates é encontrado em mina histórica na África do Sul

sábado, 3 de outubro de 2009

Um grande diamante branco de 507 quilates foi descoberto há cinco dias na histórica mina de Cullinan, na África do Sul, mas a companhia Petra Diamonds divulgou a informação apenas nesta terça-feira (29).

De acordo com a empresa, os estudos iniciais assinalam que a gema tem “cor e clareza excepcionais e com muitas possibilidades de ser um diamante de Tipo I”, ou seja, o mais puro o possível. Outros detalhes do diamante, incluindo o grau de cor e clareza, serão divulgados quando as análises apropriadas da pedra forem finalizadas.

O diamante foi descoberto ao lado de outros três também brancos na mesma linha de produção, todos com cor e clareza similares. Dos outros três, o maior tem 168 quilates e os outros dois 58,5 e 53,3 quilates, respectivamente.

A gema de 507 quilates, com peso equivalente a cerca de 100 gramas, ainda não tem nome.Contudo, a empresa afirmou que ela está “entre os 20 maiores diamantes de grande qualidade encontrados no mundo”.

A mina de Cullinan ficou famosa por ser o local da extração do maior diamante do mundo, que tem 3.106 quilates.

 
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